O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou-se a favor da imparcialidade da Justiça Eleitoral e do respeito à livre manifestação de pensamento. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (12), em São Paulo, logo após o político participar das celebrações religiosas dedicadas à padroeira nacional.
Impasse no TSE sobre canal de WhatsApp
A manifestação de Alckmin surge em um momento de debates jurídicos envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral. No dia anterior, a presidência da Corte havia determinado a suspensão de um canal de mensagens no WhatsApp voltado ao apoio político, atendendo a uma contestação da campanha de Flávio Bolsonaro sob alegação de desinformação. Posteriormente, a corregedoria-geral reverteu a medida e mandou reativar a ferramenta.
Um levantamento elaborado por analistas técnicos da própria instituição de justiça revelou que não houve identificação de postagens inverídicas no espaço digital em questão, criado para a militância favorável à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
“O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”, disse Alckmin, em entrevista coletiva, após participar da missa solene em louvor à Nossa Senhora Aparecida, no santuário nacional.
Debate sobre tradições religiosas
Durante a agenda pública, o candidato à reeleição também respondeu a questionamentos a respeito de boatos sobre a eventual perda do título de padroeira do país por parte de Nossa Senhora Aparecida. O boato ganhou força após relatos de descontentamento de alas evangélicas aliadas a Flávio Bolsonaro com a honraria, embora o postulante do PL tenha negado qualquer plano para alterar o status da santa.
“O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare. Religar a terra ao céu”, disse.
O representante do Executivo federal enfatizou o compromisso histórico da gestão com a proteção à diversidade de crenças no território nacional, relembrando uma legislação específica promulgada no início do século.
“O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado”, afirmou.







