Aos 80 anos, Eladir Ribeiro Pagan demonstra que a idade não é barreira para novos aprendizados ao posicionar o violino no ombro com dedicação. Natural de Salvador e residente na capital paulista desde os nove anos, ela encontrou na música um caminho contínuo de renovação e superação pessoal.
Descobrimento tardio na Zona Norte Sua história no espaço cultural da Zona Norte de São Paulo começou por acaso em 2016. Durante idas ao supermercado, ela avistava o edifício e a movimentação constante, o que despertou sua curiosidade para entrar e explorar as opções disponíveis. O primeiro passo foi ingressar no coral, atividade que frequentou até 2025.
O desafio do violino Movida pelo desejo de aprofundar sua formação sonora, ela iniciou as aulas do instrumento de cordas há aproximadamente dois anos. “Foi uma descoberta, porque eu nunca tinha colocado a mão num violino, não sabia nem como fazer. Aprendi do início mesmo”, relembra.
Passado na TV Tupi e novos desafios A relação de Eladir com a arte vem desde a juventude, período em que gostava muito de cantar. Na adolescência, entre 15 e 16 anos, foi descoberta por um olheiro e recebeu a oportunidade de se apresentar na lendária TV Tupi. Na época da Jovem Guarda, ela cantou “Meu Bem Lollipop”, sucesso de Wanderléa, acompanhada por uma banda completa no palco.
Hoje, mesmo enfrentando dificuldades para decifrar e memorizar as partituras, ela desfruta da rotina de ensaios em uma turma com cerca de 20 alunos de várias idades. A convivência com os colegas mais jovens e o respaldo da docente geram uma atmosfera acolhedora e intergeracional descrita por ela como “maravilhosa”.
Influência familiar e laços artísticos Contrariando a lógica comum, foi a matriarca quem motivou os parentes a buscarem o conhecimento artístico. “Foi o contrário, eu que incentivei eles”, diz, orgulhosa. O entusiasmo e a dedicação de Eladir inspiraram seu filho mais velho a tocar violoncelo e seu neto de 16 anos a estudar violão no mesmo local.
O papel das políticas públicas culturais Trajetórias como a dela evidenciam o impacto positivo de iniciativas públicas voltadas ao incentivo artístico. Para a aluna, a experiência é profunda: “É importantíssimo, é muito bom. Eu incentivo todas as pessoas que tiverem mesmo essa vontade a entrar e vir para a Fábrica de Cultura”.
Atualmente, enquanto aprimora sua habilidade e sonha em executar canções de Elvis Presley, ela compartilha uma reflexão essencial sobre etarismo e superação: “Sempre há tempo para tudo. Não se deve desistir”.
O programa no estado de São Paulo Mantidas pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, as unidades de formação artística somam 16 endereços paulistas, proporcionando oficinas, apresentações e circulação de conteúdos sem custo. Cada centro disponibiliza aproximadamente 150 capacitações anuais, alcançando uma audiência estimada em 1 milhão de cidadãos no período.







