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Governo de SP abre edital para internacionalizar 100 startups

Iniciativa oferece treinamento especializado e prevê missões internacionais para eventos em Singapura e na França.

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Governo de SP anuncia terceira edição do SP Global Tech e abre novo edital para capacitar startups ao mercado internacional

O governo paulista deu início ao período de inscrições para a terceira edição do programa SP Global Tech, uma iniciativa voltada para preparar negócios de base tecnológica para a expansão internacional. Gerenciado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a InvestSP, o edital vai selecionar 100 empresas sediadas no estado. Os interessados podem submeter suas candidaturas por meio do portal oficial da InvestSP até o dia 22 de novembro.

Missões internacionais na Europa e Ásia

Para o ciclo de 2027, a estratégia prevê a realização de duas missões para o exterior. A primeira ocorrerá no primeiro semestre no evento VivaTech Paris, na França, enquanto a segunda está marcada para o segundo semestre no SWITCH, em Singapura.

Cada uma das missões contemplará dez empresas escolhidas entre as cem capacitadas. Os participantes selecionados receberão suporte de mentorias individuais e um reembolso financeiro de até 3 mil dólares para ajudar a custear despesas elegíveis da viagem.

Histórico de expansão global

Desde o seu lançamento em 2025, a iniciativa já qualificou mais de 200 companhias do setor tecnológico no estado. A turma pioneira teve a chance de marcar presença em encontros de destaque, a exemplo da London Tech Week, no Reino Unido, e do Web Summit Lisboa, em Portugal.

O segundo grupo, formado entre o final de 2025 e o início de 2026, participou do festival SXSW, localizado em Austin, no Texas, além de marcar presença na edição portuguesa do Web Summit.

Etapas de capacitação e mentoria

O processo começa com uma fase abrangente de preparação teórica para todas as cem empresas aprovadas no processo seletivo.

“O SP Global Tech é estruturado em etapas que vizam o amadurecimento da gestão, a identificação, o planejamento e a estruturação dos passos necessários para uma expansão bem-sucedida. O programa tem início com uma capacitação coletiva densa, com 60 horas de duração, voltada para as 100 startups aprovadas no edital”, explica Sirlei Gonçalves, coordenador do programa.

Neste estágio inicial, os fundadores estudam cenários estrangeiros, modelos de negócios e particularidades culturais para definir seus mercados-alvo. O conteúdo aborda desde exigências burocráticas e regulatórias até a identificação de redes de inovação e setores mais promissores. “Trata-se de uma jornada completa, que passa tanto por essa capacitação mais inicial sobre o que envolve atuar em mercados internacionais, como por pontos mais específicos dos mercados em questão, como regulações e atores importantes”, completa Gonçalves.

Apoio avançado e foco no pitch

As dez empresas que apresentam melhor desempenho ganham acesso a um treinamento individualizado e totalmente voltado para as características do evento que vão visitar. Isso envolve o estudo profundo do público-alvo, criação de agendas estratégicas e conexões direcionadas.

O foco nessa fase inclui o aperfeiçoamento da apresentação executiva, conhecida como pitch, ferramenta essencial para despertar o interesse de investidores e parceiros globais.

Por fim, a estratégia busca não apenas adaptar produtos para novos públicos, mas consolidar a reputação do estado como um polo de inovação em destaque, atraindo capital estrangeiro e parcerias comerciais duradouras.

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