O sistema prisional do estado de São Paulo registrou um avanço de 9,64% no número de detentos interessados em prestar o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade, conforme dados divulgados pela Polícia Penal paulista.
Cronograma e expansão dos testes
Para esta edição, o total de participantes chegou a 24.601 pessoas, espalhadas por 175 unidades prisionais paulistas. No ciclo anterior, em 2025, o patamar foi de 22.439 candidatos em 170 estabelecimentos, o que representa um acréscimo de 2.162 cadastros e a inclusão de mais cinco presídios no processo. O cronograma estabelece os dias 15 e 16 de dezembro para a aplicação dos exames, enquanto a publicação dos gabaritos oficiais está programada para o dia 28 do mesmo mês.
Oportunidades no ensino superior
Assim como ocorre na modalidade regular, a prova direcionada aos encarcerados abre portas para o ingresso acadêmico por meio de programas federais. Entre eles estão o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para vagas em instituições públicas, o Programa Universidade Para Todos (Prouni), voltado a bolsas em faculdades privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Estrutura e nível de cobrança
O grau de complexidade das questões é idêntico ao exigido dos estudantes que realizam a avaliação fora do ambiente carcerário. O teste é voltado aos detentos que já finalizaram o ensino médio, contando com 180 perguntas divididas em quatro áreas do conhecimento, além de uma redação. A responsabilidade pela execução é do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), servindo também como termômetro para avaliar o cenário educacional.
Critérios de aprovação e certificação
Para alcançar a aprovação, o candidato precisa atingir média igual ou superior a 450 pontos e evitar a nota zero na produção textual, parâmetros exigidos pelos programas de acesso à universidade. Além disso, desde a última edição, o exame serve para obter a certificação de conclusão do ensino médio ou a declaração de proficiência, exigindo pelo menos 450 pontos em cada prova objetiva e 500 pontos na redação.







