Produtores rurais da área de Ribeirão Preto que sofreram danos devido ao forte temporal ocorrido em 24 de julho têm agora a oportunidade de solicitar uma linha de crédito emergencial. O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) disponibiliza até R$ 150 mil por produtor, com uma taxa de juros de apenas 3% ao ano e um prazo de até 72 meses para o pagamento, incluindo uma carência que pode chegar a três anos para o primeiro vencimento.
Quem pode acessar o crédito emergencial?
Esta linha de crédito está disponível para agricultores e pecuaristas que comprovem os danos causados pela tempestade. Os recursos financeiros podem ser utilizados para a compra de insumos essenciais, como sementes, mudas, fertilizantes, ração e medicamentos para animais. Além disso, o financiamento pode cobrir reparos urgentes na infraestrutura produtiva, limpeza de áreas afetadas e recuperação de caminhos.
Como realizar a solicitação do financiamento?
Para solicitar o crédito, o produtor precisa reunir documentos que comprovem os prejuízos, como fotografias, notas fiscais e orçamentos detalhados. É necessário apresentar essa documentação na Casa da Agricultura da CATI ou no escritório do ITESP mais próximo. Após a análise e vistoria técnica da propriedade, será elaborada uma proposta de financiamento.
Outras opções de investimento disponíveis
Além da linha emergencial, o FEAP oferece diversas opções de crédito para produtores rurais, cooperativas e associações. Os valores disponíveis variam de R$ 250 mil para pessoas físicas a até R$ 800 mil para associações e cooperativas, com prazos que podem chegar a 84 meses e carências de até dois anos para o primeiro pagamento. As taxas de juros variam entre 4,5% e 7,5% ao ano, dependendo do perfil do beneficiário.
Os recursos obtidos podem ser aplicados na recuperação ou modernização da infraestrutura, na implantação de novas culturas, na produção animal e na compra de equipamentos e tecnologias. Como no crédito emergencial, o acesso às linhas de investimento também se dá por meio da Casa da Agricultura da CATI ou dos escritórios do ITESP.
Essa é uma oportunidade crucial para os produtores rurais se reerguerem e modernizarem suas operações, garantindo a sustentabilidade de suas atividades após eventos climáticos adversos.







