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Propostas econômicas são entregues a candidatos à presidência

Coalizão de economistas e entidades cobra foco em desigualdade, transição ecológica e fortalecimento do Estado nas eleições.

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Sociedade civil apresenta propostas aos candidatos à Presidência

Uma coalizão formada por aproximadamente 140 economistas e 70 instituições da sociedade civil, batizada de Vida em Conta, elaborou um plano estratégico voltado para os candidatos à Presidência da República. O material sintetiza diretrizes voltadas a transformar prioridades sociais em metas concretas para o próximo mandato presidencial.

Metas para o novo ciclo governamental

O dossiê intitulado 10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil busca converter frentes fundamentais das Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano em ações práticas. O objetivo central é colocar a diminuição das disparidades sociais e a elevação da qualidade de vida no centro das deliberações econômicas do país.

Embora reconheça avanços econômicos e sociais recentes, como a geração de postos de trabalho, a queda inflacionária e o combate à pobreza, a iniciativa alerta que o Brasil ainda enfrenta barreiras estruturais. Entre os principais entraves citados estão a vulnerabilidade climática, a dependência produtiva e tecnológica e as desigualdades acentuadas.

Declarações das lideranças da coalizão

“Reduzir desigualdades requer investimento público e capacidade de implementar políticas de longo prazo. Em vez de retornar a uma agenda de encolhimento do papel estatal, o Brasil precisa usar seus instrumentos de planejamento, financiamento e investimento para ampliar serviços essenciais, reduzir o custo de vida, gerar empregos de qualidade e fortalecer suas capacidades produtivas e tecnológicas”, afirma Maiara Folly, diretora executiva da Plataforma CIPÓ, uma das organizações que integram a coalizão Vida em Conta.

Reforçando a necessidade de mudanças na estrutura de arrecadação, o economista Marco Antonio Rocha também se manifestou sobre o modelo fiscal vigente.

“Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e bem-estar. A questão é quem paga e para onde vai o dinheiro. Hoje, quem ganha menos compromete mais da renda com impostos, transporte e juros. Corrigir isso, cobrando mais de quem está no topo e revendo subsídios ineficientes, é o que abre espaço para crescer com mais justiça”, afirma o economista Marco Antonio Rocha, professor da Unicamp e diretor do Transforma, outra organização responsável pela coalizão.

Eixos centrais do plano entregue aos presidenciáveis

O material propõe uma estratégia permanente amparada por indicadores de renda, gênero, raça e território. No plano internacional, a sugestão é que o país lidere um painel global sobre desigualdade inspirado nos moldes do IPCC.

Na área de mobilidade, o texto sugere a criação de um fundo nacional para viabilizar a Tarifa Zero de maneira progressiva, integrando periferias e centros urbanos. A proposta abrange ainda uma política nacional de cuidados com foco na expansão de creches e na valorização dos profissionais do setor.

Outros tópicos abordados englobam a taxação mais rigorosa dos super-ricos, o fim da escala de trabalho 6×1 sem corte salarial, o reajuste contínuo do salário mínimo acima da inflação e diretrizes voltadas à reforma agrária e ao fortalecimento da agricultura familiar.

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