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Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de deixar o país e manda entregar passaporte

Decisão do STF ocorre após derrota nas urnas e cita supostos laços com empresa investigada por lavagem de dinheiro

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Moraes manda Flávio entregar passaporte e o proíbe de deixar o país

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs restrições de circulação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ordenando a entrega de seus documentos de viagem à Polícia Federal (PF) e vedando sua saída do território nacional. A medida restritiva tramita sob sigilo de justiça e veio a público por meio de publicações do próprio parlamentar em suas plataformas digitais.

Contexto da investigação no Supremo A ordem judicial se insere no âmbito de um inquérito em curso na mais alta Corte do país, que apura suspeitas envolvendo o político e o advogado Willer Tomaz.

“Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou.

Os desdobramentos financeiros do caso Dias antes da ordem contra o senador, o relator determinou o congelamento de até R$ 6 bilhões pertencentes a Willer Tomaz. O advogado é alvo de apurações sob suspeita de lavagem de dinheiro em transações ligadas ao mercado de apostas online, as chamadas bets.

Conforme a apuração preliminar da Polícia Federal, Flávio seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, uma empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que também é investigada pela PF.

Declarações de familiares e o mandado contra Eduardo De acordo com o parlamentar, a determinação do magistrado teve como motivação uma manifestação pública de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. Atualmente nos Estados Unidos e com um mandado de prisão em aberto no Brasil, Eduardo teve o mandato de deputado federal cassado e sugeriu, na semana passada, que o irmão deveria deixar o território brasileiro em caso de derrota eleitoral.

O senador questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de impedi-lo de viajar.

“Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?”, indagou.

Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão por articular sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações do país, em uma tentativa de evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Desdobramentos do pleito presidencial A restrição imposta ao senador ocorre na sequência do segundo turno das eleições presidenciais, disputado contra Luiz Inácio Lula da Silva. O atual chefe do Executivo garantiu a reeleição no último domingo (25), superando o adversário por uma margem superior a 4 milhões de votos.

Contestação do resultado e divergências sobre o horário O candidato do PL rejeitou o resultado oficial e anunciou a intenção de solicitar a anulação da disputa nas urnas. Entre os argumentos apresentados, a defesa questionou uma ordem do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o período de votação em duas horas após acionamento da coligação petista devido a falhas na oferta de transporte público em municípios brasileiros.

Apesar da contestação atual, ambas as chapas finalistas haviam protocolado pedidos semelhantes de ampliação do horário junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto a campanha de Lula citou a escassez de condução, a defesa de Flávio justificou o pleito com base nos temporais que atingiram os estados das regiões Sul e Sudeste, dificultando o deslocamento dos eleitores.

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