A recente sanção da Lei do Frete estabelece novas diretrizes permanentes para a fiscalização do transporte rodoviário de cargas, solidificando medidas que estavam em vigor desde março deste ano. Essa legislação tem como objetivo garantir maior controle e transparência nas operações de frete.
Nova regulamentação do transporte de cargas
Com a nova legislação, a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) se torna uma regra fixa. Este mecanismo, essencial para registrar as operações de frete, visa assegurar que os valores pagos estejam em conformidade com o piso mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A implementação do Ciot permitirá um aumento na fiscalização e combaterá a prática de contratação de fretes abaixo do valor mínimo.
Vetos e suas implicações
Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar diversos artigos que foram acrescentados pelo Congresso durante a tramitação do projeto. Um dos principais vetos foi à anistia de multas aplicadas a transportadores e motoristas que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias em 2022. Essa decisão foi justificada com base na violação do princípio da separação dos Poderes e na garantia do devido processo legal.
Aspectos vetados
Além do veto referente à anistia de multas, o presidente também barrou um artigo que transformava penalidades por descumprimento da política de pisos mínimos do frete em meras advertências. O governo argumenta que essa mudança representaria uma anistia de penalidades, comprometendo a receita pública sem a devida estimativa de impacto financeiro.
Próximos passos e implicações futuras
Os vetos realizados serão submetidos à análise do Congresso Nacional, que terá a opção de mantê-los ou derrubá-los. Enquanto isso, as disposições sancionadas, incluindo o uso do Ciot e as diretrizes de fiscalização do piso mínimo, permanecem em vigor. Essa nova legislação é um passo significativo rumo a uma maior transparência e controle no setor de transporte de cargas, refletindo a necessidade de assegurar condições justas para todos os envolvidos na cadeia logística.






