Pix ganha espaço nas vendas de bares e restaurantes do Brasil Estudo revela que o Pix já representa 20,5% das vendas em bares e restaurantes, destacando sua ascensão no setor de pagamentos. O sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, já responde por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes brasileiros, de acordo com uma nova pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Embora o cartão de crédito ainda figure como a principal forma de pagamento, o Pix tem conquistado uma fatia crescente, especialmente entre pequenos negócios e redes de alimentação rápida, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Crescimento do Pix em estabelecimentos de menor porte
O levantamento, que envolveu 2.109 estabelecimentos, mostra que a adesão ao Pix é mais acentuada em pequenos negócios. Entre os com faturamento anual de até R$ 130 mil, o meio de pagamento já representa 30,4% das vendas. Para os com faturamento de R$ 130 mil a R$ 360 mil, a participação do Pix é de 22,6%, enquanto nas empresas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, esse índice chega a 24%. Em contrapartida, em negócios com faturamento superior a R$ 1 milhão, o uso do Pix varia entre 14,9% e 17,5%.
Comparação com outros meios de pagamento
O cartão de crédito continua a dominar o setor, respondendo por 41,5% das transações, seguido pelo cartão de débito com 25,1%. O dinheiro em espécie, que antes tinha uma participação significativa, agora representa apenas 8,3% das vendas, enquanto os vouchers correspondem a 4,6%. O cheque, tradicionalmente usado, agora participa com menos de 1%.
Influência do tipo de estabelecimento
O tipo de local também afeta a utilização do Pix. Em estabelecimentos de alimentação rápida, o Pix já atinge 24,6% das vendas, enquanto em restaurantes especializados essa cifra é de 21%. Bares e casas noturnas apresentam 19,9% de utilização do sistema, e restaurantes que oferecem refeições completas têm uma participação de 17%. Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, “o cliente busca rapidez, praticidade e segurança no pagamento, e o Pix atende a essas demandas, tornando-se uma ferramenta essencial para bares e restaurantes.”
Desigualdade regional no uso do Pix
A pesquisa revelou que o uso do Pix varia conforme a região do Brasil. No Norte, o sistema lidera com uma média de 29,8% das vendas, superando os 25,5% do levantamento anterior e também o uso do cartão de débito, que ficou em 24,5%. O Nordeste vem logo em seguida, com 24,2% de participação do Pix, enquanto no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, o sistema representa 18,1%, 17,9% e 16,5%, respectivamente. Apesar das diferenças regionais, a Abrasel considera o Pix um meio de pagamento consolidado no país. Com a diminuição do uso do dinheiro em espécie, que permanece abaixo de 11% nas vendas em todas as regiões, os dados evidenciam a crescente digitalização do consumo no Brasil.
Oportunidades trazidas pelo Pix
“O Pix não se limita a ser uma forma de pagamento; ele possibilita que bares e restaurantes desenvolvam programas de fidelidade, integrem pedidos digitais e ofereçam novas experiências aos consumidores, aumentando a eficiência e a competitividade do setor”, concluiu Solmucci.






