Na última noite de sábado (8), a renomada escritora mineira Carla Madeira, autora de obras como “Tudo é Rio” e “Véspera”, chamou a atenção do público no Largo do Pelourinho, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela ressaltou que os livros são uma oportunidade valiosa de diálogo e troca de ideias.
A importância das redes sociais para a literatura
Carla Madeira enfatizou que, atualmente, as redes sociais e os clubes de leitura têm contribuído significativamente para o aumento do interesse pela leitura entre os brasileiros. “As pessoas estão percebendo que é enriquecedor conversar sobre suas leituras, compartilhar opiniões e discutir livros”, afirmou a escritora. Esse fenômeno é um sinal positivo, pois promove uma troca cultural e amplia a consciência dos leitores.
Desafios da leitura no Brasil
Apesar do crescimento no número de leitores, a escritora acredita que a realidade é complexa. Para um país com cerca de 220 milhões de habitantes, os números do mercado editorial ainda mostram que a leitura é limitada. “É inegável que o brasileiro lê pouco. As questões envolvidas vão desde a educação até o acesso a livros e locais adequados para a leitura”, explicou Carla.
Políticas públicas e o acesso à literatura
Em uma entrevista, a autora ressaltou a necessidade de políticas públicas que incentivem a leitura e melhorem o acesso aos livros. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, 47% da população brasileira com cinco anos ou mais se declarou leitora, mas a maioria não leu nenhum livro nos últimos três meses. “É preciso considerar as diversas realidades sociais que impactam essa situação”, complementou.
Novidades literárias de Carla Madeira
Durante o evento, a escritora revelou que seu novo livro, “Quando”, será lançado ainda neste mês. A obra aborda a relação de uma mãe que denuncia seu filho à polícia, em meio a um contexto de luto pessoal vivenciado pela autora. “O livro é uma reflexão sobre a maternidade e a família como um espaço fundamental de formação”, explicou.
Carla destacou que seu novo trabalho se passa em 1986, durante o retorno das eleições diretas no Brasil, e explora as consequências da ditadura. “A maternidade é um tema recorrente em minha obra, pois é onde começamos a construir nossa visão de mundo”, concluiu.
A décima edição da Flipelô, que começou na quarta-feira (5) e vai até domingo, trouxe uma rica programação cultural, reunindo amantes da literatura e da arte.






