A atividade vulcânica do Monte Etna resultou na suspensão das operações no aeroporto de Catânia, na Sicília, até a manhã deste sábado (15). A presença de cinzas no ar forçou o cancelamento e o redirecionamento de centenas de voos durante a última semana, impactando significativamente a movimentação no quinto aeroporto mais movimentado da Itália.
Impacto da erupção no aeroporto
De acordo com a operadora SAC, todas as chegadas ao aeroporto ficarão interrompidas até às 2h da manhã do dia 15 de agosto. Os passageiros foram alertados a checar o status de seus voos com as companhias aéreas antes de irem ao aeroporto, dadas as incertezas causadas pela situação.
Consequências para passageiros e outros aeroportos
Essas interrupções ocorrem em um momento crítico, já que a temporada de férias de verão está em pleno andamento, afetando milhares de turistas e residentes. Além disso, a situação está gerando pressão adicional sobre os aeroportos vizinhos na Sicília, que tentam acomodar os passageiros desviados.
Histórico de interrupções devido ao Etna
O Monte Etna, conhecido por ser o vulcão mais alto e ativo da Europa, tem um histórico de afetar as operações aéreas em Catânia. A operadora do aeroporto, que iniciou a venda de uma participação de 51% em maio, já enfrentou desafios semelhantes no passado.
A cinza vulcânica representa um risco significativo para a aviação, pois pode comprometer os sistemas das aeronaves e até causar falhas nos motores a jato. Um caso notório ocorreu em 1982, quando um Boeing 747 da British Airways perdeu a potência em todos os motores após voar por uma nuvem de cinzas do Monte Galunggung, na Indonésia.
Dados sobre os voos afetados
A atual interrupção é considerada a mais severa em pelo menos 20 anos para o aeroporto de Catânia, segundo informações da SAC. Entre os dias 6 e 12 de agosto, cerca de 630 voos foram desviados para outros destinos, enquanto mais de um terço dos 1.974 voos programados para o aeroporto foram cancelados.
A situação evidencia a vulnerabilidade do transporte aéreo em áreas próximas a vulcões ativos e a necessidade de monitoramento constante para garantir a segurança dos passageiros.






