Neste domingo (16), os candidatos à presidência da República deram início às suas campanhas eleitorais nas ruas do Brasil, com a autorização da Justiça Eleitoral, válida até 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Campanha Acelerada e Comícios Autorizados
Segundo a legislação eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eventos de campanha, incluindo comícios, podem ocorrer até a meia-noite, com horários específicos até 1° de outubro. Os candidatos estão se mobilizando em seus redutos eleitorais para conquistar o apoio do público.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Bernardo do Campo
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou sua corrida ao quarto mandato em um comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. Durante sua fala, Lula enfatizou a importância da participação de seus apoiadores. “A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro”, disse, motivando a militância a destacar as realizações de seu governo em comparação às propostas da oposição.
O local escolhido para o evento tem relevância histórica, sendo um dos marcos das assembleias operárias que ajudaram a pressionar o regime militar nos anos 70. Lula abordou temas como a soberania nacional, a defesa de direitos sociais e as diferenças em relação às propostas dos partidos de direita, especialmente em tópicos como segurança pública e a atuação feminina.
Flávio Bolsonaro (PL) na Praia de Copacabana
Flávio Bolsonaro, candidato do PL, deu início à sua campanha na icônica Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, um espaço que se tornou símbolo de manifestações bolsonaristas nos últimos anos. Com uma camiseta estampada com “Meu Partido é o Brasil”, Flávio se apresentou ao público ao lado de Alfredo Gaspar, seu candidato a vice.
Em seu discurso, Flávio fez referências ao legado de seu pai, Jair Bolsonaro, e defendeu a inocência do ex-presidente, prometendo, caso eleito, reformar o Supremo Tribunal Federal (STF) com novas indicações. Ele também destacou questões de segurança pública, propondo medidas rigorosas contra milícias e organizações criminosas, além de criticar a política econômica atual.
Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e atual candidato pelo PSD, optou por iniciar sua campanha em seu estado natal. Durante a visita a várias cidades do entorno do Distrito Federal, Caiado afirmou que sua candidatura visa “retirar o PT do poder”. Ele desafiou a ideia de compromisso com Lula e enfatizou que, se não avançar para o segundo turno, não apoiará o atual presidente.
Caiado se destacou ao afirmar que é um dos poucos políticos em atividade que nunca apoiou Lula, ressaltando a importância de um candidato de oposição forte para enfrentar o presidente nas urnas.
Romeu Zema (Novo) em Montes Claros
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, começou sua campanha em Montes Claros, onde participou de uma missa e se reuniu com candidatos de seu partido. Durante seu discurso, Zema criticou a gestão de Lula e se mostrou confiante em avançar para o segundo turno, prometendo um governo sem corrupção e com foco em propostas de segurança pública.
Renan Santos (Missão) e Outros Candidatos
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, lançou sua campanha no Largo São Francisco, em São Paulo, criticando o assistencialismo e propondo um foco em empreendedorismo. Outros candidatos, como Augusto Cury (Avante) e Hertz Dias (PSTU), também iniciaram suas campanhas com propostas focadas em saúde, educação e reestatização de empresas estratégicas, respectivamente.
Candidatos como Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) também se destacaram em eventos de lançamento, enquanto outros, como Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO), não divulgaram suas agendas para o dia.
A corrida presidencial ganha força, e os candidatos buscam mobilizar suas bases e conquistar novos eleitores em seus primeiros atos de campanha.






