A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a suspensão das atividades de quatro empresas que ofereciam voos panorâmicos no Rio de Janeiro, em resposta a preocupações com a segurança aérea. A decisão foi revelada em uma coletiva de imprensa realizada na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura carioca.
Fiscalização intensificada em voos panorâmicos
Nos últimos dias, a Anac intensificou suas ações de fiscalização em empresas e aeronaves que realizam voos panorâmicos na capital fluminense. Atualmente, 12 empresas estão autorizadas a operar 46 aeronaves nesse segmento. De acordo com os dados divulgados até o dia 17, nove dessas empresas foram inspecionadas, e quatro delas tiveram suas atividades suspensas devido a irregularidades encontradas.
Irregularidades preocupantes
O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, destacou que cerca de 50% das atividades de voos panorâmicos no Rio apresentam algum tipo de irregularidade, um índice alarmante. “Esse número é extremamente preocupante”, afirmou Faierstein, durante a coletiva ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere.
Dentre as 46 aeronaves, 18 foram submetidas a auditorias e nove delas foram suspensas. As ações de fiscalização consistiram em verificar o cumprimento dos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e realizar vistorias técnicas nas aeronaves.
Colaboração entre Anac e prefeitura
A prefeitura do Rio e a Anac estão unindo esforços para regular o uso de helicópteros em voos panorâmicos, um movimento impulsionado pelos recentes acidentes aéreos na cidade. O prefeito Cavaliere enfatizou que desde janeiro, 13 vidas foram perdidas devido a incidentes envolvendo helicópteros, o que gera um alerta significativo para a população e as autoridades.
“As fiscalizações são parte do compromisso da Anac com a segurança dos passageiros e a regularidade das operações”, disse Faierstein, ressaltando a importância desse trabalho conjunto.
Aumento da demanda turística
O prefeito mencionou que os voos panorâmicos estão se tornando cada vez mais populares, principalmente com o aumento do fluxo de turistas no Rio. “Temos visto um aumento no número de visitantes, e isso também se reflete na demanda por voos panorâmicos”, afirmou.
Faierstein garantiu que a Anac continuará com as fiscalizações regulares das empresas de voos panorâmicos, além de fiscalizar as operações de táxi-aéreo e as empresas responsáveis pela manutenção das aeronaves. “Vamos garantir que todas as empresas que atuam nesse setor estejam operando de maneira adequada e segura”, afirmou.
Importância da participação dos usuários
O diretor-presidente também destacou a relevância da colaboração dos passageiros na segurança aérea. Ele mencionou a plataforma “Voe Seguro”, onde os usuários podem verificar se a aeronave está autorizada para operar. “É fundamental que as pessoas consultem essa plataforma antes de embarcar”, acrescentou.
Revisão das normas de aviação
Em uma tentativa de aprimorar a segurança operacional, a Anac está planejando uma revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), que abrange as operações de voos panorâmicos. Essa revisão terá como foco melhorar os requisitos de segurança, de acordo com as boas práticas internacionais.
Após um acidente ocorrido na Floresta da Tijuca, que resultou na morte de três turistas e do piloto, a prefeitura decidiu suspender o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voos panorâmicos que não estavam obedecendo às normas de operação.
Conclusão
A Anac e a prefeitura do Rio estão atentas às questões de segurança nos voos panorâmicos, especialmente diante do aumento do turismo na cidade. As ações de fiscalização e a colaboração entre as autoridades visam garantir que os passageiros possam desfrutar dessa experiência com segurança, enquanto medidas rigorosas são tomadas contra as empresas que operam fora da legalidade.






