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Grito dos Excluídos: Marchas por Moradia e Direitos no Brasil

Movimentos sociais de todo o Brasil se uniram nesta segunda-feira (7) para a 32ª edição do Grito dos Excluídos, promovendo marchas e manifestações em mais de 50 cidades, segundo os organizadores. A mobilização teve como foco a luta por moradia…

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Grito dos Excluídos: Marchas por Moradia e Direitos no Brasil

Movimentos sociais de todo o Brasil se uniram nesta segunda-feira (7) para a 32ª edição do Grito dos Excluídos, promovendo marchas e manifestações em mais de 50 cidades, segundo os organizadores. A mobilização teve como foco a luta por moradia digna e o combate à violência, com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

H2: Reivindicações e Temas Centrais Os manifestantes clamaram por uma série de direitos fundamentais, incluindo moradia adequada, reforma agrária, educação pública de qualidade, e a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o enfrentamento do feminicídio, a luta contra o racismo e a LGBTfobia, e o fim da escala de trabalho 6×1 também foram destacados entre as principais bandeiras levantadas durante os atos.

H2: São Paulo em Foco Na capital paulista, a manifestação percorreu o centro da cidade e culminou em uma missa na Catedral da Sé, em homenagem à população em situação de rua. Antes da caminhada, um café da manhã comunitário foi oferecido. Miriam Hermogenes, ativista da Central dos Movimentos Populares, afirmou que a liberdade só será plena quando não houver mais pessoas vivendo nas ruas. “Ainda precisamos avançar muito para termos uma sociedade verdadeiramente livre”, destacou.

H3: Vozes do Protesto Entre os participantes, Deuza Cordeiro de Lima usou a ocasião para denunciar a violência policial. Seu filho, Thiago, foi assassinado por policiais em janeiro de 2023. “Não posso ficar em silêncio. Meu filho era inocente e seus assassinos estão livres”, declarou. Célia Souza, outra manifestante, reforçou a importância da luta por moradia digna, afirmando que esse é um direito básico que não pode ser ignorado.

H2: Ato no Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, os protestos se estenderam pela Avenida Presidente Vargas, logo após o Desfile de Sete de Setembro. Um destaque do ato foi um grupo de ativistas que incorporou teatro na manifestação, encenando esquetes que defendiam a soberania nacional e a democracia. Julian Boal, um dos coordenadores da iniciativa, enfatizou que a participação democrática vai além das eleições, ressaltando a importância de discutir o papel das instituições.

H3: Mobilização e Críticas Ricardo Pitta, do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, destacou que a mobilização popular é essencial para que os grupos mais vulneráveis consigam reverter as injustiças. Ele criticou a maneira como as demandas sociais frequentemente ficam subordinadas ao calendário eleitoral, enquanto muitos moradores enfrentam ameaças de despejo.

H2: Brasília e a Questão Ecológica Em Brasília, o Grito dos Excluídos também abordou a crise ecológica. Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral manifestaram preocupação com a degradação ambiental e sua relação com a justiça social. Maria do Carmo de Jesus Botafogo, economista aposentada, afirmou que a forma como os recursos naturais estão sendo utilizados pode levar a uma crise de habitação no futuro.

H3: Compromisso com a Ecologia Durante o ato, foi apresentada uma carta de compromisso com a ecologia integral, destinada a candidatos de todos os campos ideológicos que buscam cargos públicos nas próximas eleições. Ana Clara Botafogo, engenheira florestal, afirmou que a entrega do documento ocorrerá após as eleições, independentemente de quem for eleito.

H2: Reflexões Finais Ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um espaço de voz para aqueles que estão à margem da sociedade, segundo a professora universitária Altaci Kokama. Ela ressaltou que as dificuldades de mobilização permanecem, pois muitas vezes é necessário oferecer suporte para que os excluídos possam participar ativamente dos protestos.

A luta por direitos e justiça social continua, e o Grito dos Excluídos se reafirma como um importante catalisador para essas demandas.

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