As vendas no comércio brasileiro registraram um aumento de 0,5% entre maio e junho de 2023, encerrando o primeiro semestre com um crescimento de 1,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esses dados refletem uma recuperação gradual do setor, que ainda está 0,8% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2026.
Desempenho das Vendas e Comparativos
De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a comparação com junho de 2025 mostra uma alta de 2,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, o comércio apresentou uma variação positiva de 1,6%. No entanto, no segundo trimestre de 2026, houve uma leve queda de 0,4% em relação ao primeiro trimestre.
Fatores Contribuintes para o Crescimento
Cristiano Santos, analista da pesquisa, destaca que estar próximo do nível mais alto da série histórica torna desafiador sustentar um crescimento contínuo. Ele menciona que, em comparação com os meses anteriores, apenas abril de 2026 apresentou queda nas vendas. Confira os dados mensais:
- Janeiro: 0,5%
- Fevereiro: 0,8%
- Março: 0,8%
- Abril: -1,5%
- Maio: 0,3%
- Junho: 0,5%
Impacto da Inflação e Emprego
A redução da inflação, que caiu para 0,16% em junho, em contraste com 0,58% em maio, foi um dos principais fatores que impulsionaram o aumento nas vendas. Além disso, o crescimento de 1,1% no número de empregos também contribuiu para a melhora no consumo.
Setores em Alta e Baixa
Metade dos oito segmentos analisados pelo IBGE teve aumento nas vendas entre maio e junho. Os resultados foram os seguintes:
- Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
- Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
- Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
- Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
- Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%
Comércio Varejista Ampliado
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, como veículos e produtos alimentícios, o indicador caiu 1% de maio para junho, mas apresenta um crescimento de 1,9% no acumulado do semestre. Em relação ao ano anterior, a variação positiva é de 0,8%. Em junho, essa categoria ainda estava 2,1% abaixo do recorde histórico registrado em fevereiro de 2026.
Panorama Geral da Economia
A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira pesquisa conjuntural divulgada mensalmente pelo IBGE. Recentemente, o instituto também apontou que a produção industrial caiu 1,8% de maio para junho, mas avançou 1,5% no primeiro semestre quando comparado ao mesmo período em 2025. O setor de serviços permaneceu estável em junho, com uma leve alta de 2% no acumulado do semestre.
O cenário do comércio e demais setores da economia brasileiro mostra uma recuperação gradual, com desafios e oportunidades que precisarão ser acompanhados nos próximos meses.






