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Mulheres protestam em todo Brasil pela aprovação do PL da Misoginia

Mulheres protestam em todo Brasil pela aprovação do PL da Misoginia Movimentos sociais mobilizam cidades brasileiras pela votação do PL 896/2023, que criminaliza a misoginia e busca proteger os direitos das mulheres. Neste domingo (2), o Levante Mulheres Vivas organizou…

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Mulheres vão às ruas pela votação do PL da Misoginia

Mulheres protestam em todo Brasil pela aprovação do PL da Misoginia Movimentos sociais mobilizam cidades brasileiras pela votação do PL 896/2023, que criminaliza a misoginia e busca proteger os direitos das mulheres. Neste domingo (2), o Levante Mulheres Vivas organizou manifestações em diversas cidades do Brasil, visando pressionar a Câmara dos Deputados a aprovar o Projeto de Lei (PL) 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. Com o texto já aprovado no Senado, a expectativa é que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque a proposta em votação em regime de urgência.

O que diz o PL da Misoginia?

O projeto é uma resposta direta ao aumento da violência contra mulheres e busca incluir crimes motivados por misoginia entre aqueles punidos por discriminação. As novas diretrizes propõem penas que variam de dois a cinco anos de reclusão para atos de violência, restrições de direitos ou ofensas à dignidade feminina, que são reconhecidos como práticas misóginas.

Contexto da mobilização

As manifestações ocorreram em locais estratégicos, como Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com a participação de homens e mulheres que se uniram em prol da causa. Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas, destacou a urgência de enfrentar a crescente onda de feminicídios e o discurso de ódio contra mulheres nas redes sociais. “Essa mobilização é um chamado da sociedade civil, um grito coletivo contra a violência e a misoginia. Estamos em um ponto de consenso que a retórica de ódio digital é uma ameaça a todos”, enfatizou Rachel.

Desafios na tramitação do projeto

O Levante Mulheres Vivas trabalha para alcançar um consenso entre os parlamentares e garantir que a proposta seja clara e objetiva. Um dos principais desafios enfrentados foi a preocupação expressa pela bancada evangélica sobre o impacto do PL na liberdade de expressão, especialmente em relação a pregações religiosas. Rachel esclareceu que a intenção não é limitar opiniões, mas sim proteger as mulheres e barrar práticas criminosas. “É fundamental abordar essa questão com adolescentes, pois há uma cultura de desinformação que ensina comportamentos violentos e misóginos”, alertou.

Expectativas e próximos passos

Com cartazes e faixas que clamavam por um “Brasil sem misoginia”, os manifestantes esperam que o presidente da Câmara coloque o PL em pauta logo após o retorno das atividades legislativas, programadas para a semana do dia 10 de agosto. Rachel finalizou destacando a importância da mobilização: “Esta é a nossa última chance antes das eleições para mostrar aos líderes que o povo não aceita mais a inação”. Até o fechamento desta matéria, a equipe de reportagem tentou contato com a assessoria do presidente da Câmara, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para a manifestação do parlamentar sobre o assunto.

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