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Análise revela propostas para mulheres em planos de governo 2023

Um levantamento recente do Instituto Update sobre 12 candidatos à Presidência da República revela que as propostas voltadas para as mulheres são uma prioridade em diferentes espectros políticos, com foco em quatro áreas principais: violência, saúde, cuidados e autonomia econômica.…

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Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo

Um levantamento recente do Instituto Update sobre 12 candidatos à Presidência da República revela que as propostas voltadas para as mulheres são uma prioridade em diferentes espectros políticos, com foco em quatro áreas principais: violência, saúde, cuidados e autonomia econômica.

Temas Centrais nas Propostas

As propostas analisadas se concentram predominantemente nas questões de violência contra a mulher, saúde e assistência, enquanto a participação política e a presença feminina em cargos de poder receberam menos atenção. A diretora executiva do Instituto Update, Carol Althaller, destaca que, embora os programas reconheçam problemas que afetam as mulheres, há uma carência em integrá-las como protagonistas nas decisões que impactam suas vidas diárias.

Participação Política

A pesquisa indica que as mulheres são frequentemente vistas como beneficiárias das políticas, em vez de participantes ativas do processo político. Um estudo anterior, “Mulheres em Diálogo” (2025), revelou que 72% das entrevistadas apoiam o aumento da representação feminina na política. Contudo, apenas um candidato apresentou uma proposta concreta para fomentar a participação político-eleitoral das mulheres, abordando questões como a violência política de gênero e a formação de lideranças femininas.

Violência Contra as Mulheres

Das 12 candidaturas analisadas, 75% contêm propostas explícitas sobre violência contra mulheres, incluindo feminicídio e proteção às vítimas. Se expandido para incluir todas as formas de violência doméstica, essa cifra subiria para 10 dos 12 planos. As iniciativas variam, abrangendo desde a criação de redes de proteção até a implementação de medidas de monitoramento de agressores. Apesar do reconhecimento da mulher como vítima, poucos planos relacionam a segurança feminina à mobilidade urbana.

Autonomia Econômica e Políticas de Cuidado

A autonomia econômica é mencionada em 58% dos planos, refletindo uma preocupação com trabalho, renda e igualdade salarial. A pesquisa “Mulheres em Diálogo” (2025) mostra que 94% das entrevistadas acreditam na igualdade salarial entre gêneros. No entanto, as propostas variam em suas definições de autonomia, com algumas focando no acesso ao crédito e outras em direitos trabalhistas e proteção social.

Além disso, 58% dos planos reconhecem a importância de políticas de cuidado, como creches, que podem liberar tempo para as mulheres e promover sua participação no mercado de trabalho. A análise sugere que, embora haja um consenso sobre a importância do cuidado, há debates sobre a responsabilidade do Estado e a definição da função do cuidado dentro da sociedade.

A pesquisa aponta que, apesar de uma crescente conscientização sobre a necessidade de incluir as mulheres em decisões políticas e sociais, ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que suas vozes e experiências sejam devidamente representadas e valorizadas nas propostas de governo.

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